Uma sociedade estruturalmente acessível não tem lugar para o assistencialismo, diz executivo tetraplégico

  • 09/06/2024
(Foto: Reprodução)
Cid Torquato se tornou um militante em defesa da pessoa com deficiência depois de acidente no qual perdeu os movimentos “Se a acessibilidade se tornar estrutural, permeando todas as instâncias da sociedade, o ambiente que será criado, com a participação dos que estavam alijados do processo, vai suscitar novos formatos e ideias, coisas que estão fora do radar. O contexto assistencialista deixaria de existir”, afirma Cid Torquato, militante fervoroso da causa das pessoas com deficiência, cuja trajetória como executivo foi abruptamente interrompida quando ficou tetraplégico. Cid Torquato: “a acessibilidade vai suscitar novos formatos e ideias, coisas que estão fora do radar” Acervo pessoal Em 2007, participava de um evento na Croácia e, num momento de lazer, deu um mergulho de cabeça que provocou a fratura de duas vértebras e uma séria lesão medular. “Era um típico macho alfa e tive que reaprender tudo. As barreiras começam dentro de casa: você mesmo acha que não será capaz, assim como os que estão à sua volta. É uma longa batalha para superar o luto, o sentimento de perda”, conta. Diante das severas limitações que passou a enfrentar, Torquato considerou resgatar a formação em Direito e advogar, mas, seis meses depois do acidente, foi convidado a integrar a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, a convite da então secretária, a médica Linamara Battistella. Era o começo da trajetória de um militante com traquejo de executivo, uma exceção quando se leva em conta que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 65% dos que têm alguma deficiência não desfrutam de uma instrução adequada. Entre 2017 e 2020, ocupou o cargo de secretário municipal da Pessoa com Deficiência na capital paulista, onde desenvolveu projetos de tecnologia assistiva (produtos e serviços para facilitar o dia a dia desses indivíduos) e acessibilidade digital. No Brasil, também segundo o IBGE, 18.6 milhões têm algum tipo de deficiência, sendo que 50% são idosos. “Se quer ser longevo, prepare-se para conviver com limitações e aprenda a se adaptar”, ensina. Atualmente é CEO da ICOM, uma plataforma de tradução simultânea de Libras que permite à pessoa com deficiência auditiva ser atendida em seu próprio idioma: a língua brasileira de sinais. O cliente de um banco, empresa ou órgão público sinaliza que é surdo e a central de Libras é acionada por videochamada. O intérprete – ao todo são 80, em regime 24 por sete – faz a triangulação da comunicação. “Há uma enorme gama de serviços a serem desenvolvidos no campo conhecido como ‘consumer experience’. A qualidade da experiência que o usuário vai ter passará a ser, cada vez mais, um divisor de águas das empresas bem-sucedidas e as que ficarão para trás”, conclui. Por último: seu próximo projeto é um livro sobre políticas públicas municipais para essa população.

FONTE: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2024/06/09/uma-sociedade-estruturalmente-acessivel-nao-tem-lugar-para-o-assistencialismo-diz-executivo-tetraplegico.ghtml


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